quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Dilma, a esquerda é para o outro lado...

Após a nomeação de 13 ministros para o novo mandato, o que resta esperar do segundo mandato de Dilma Rousseff?
Simples de responder: Um governo mais trágico que o primeiro!!!
Não falarei de todos os ministérios, mas sim dos quais acho os mais importantes (é claro que cada um tem sua importância específica) e que necessitam de uma mudança urgente, pois por legado de outros presidentes, tirando o Lula, acabaram com o Brasil!

Primeiramente a nomeação do engenheiro e economista Joaquim Levy. Talvez seja a mais absurda e inexplicável nomeação da senhora Dilma. Não precisamos de um banqueiro com o histórico de Joaquim Levy para controlar a economia do nosso país!
O que o Brasil necessita é de uma política de desenvolvimento alternativa, voltada para os interesses dos mais necessitados e da classe trabalhadora e não do grande capital! O setor privado não necessita de ajuda... o povo necessite de ajuda!

Ministério da Agricultura - Kátia Abreu
A direita está representada de forma importante! Ninguém poderia representar melhor a direita no ministério da Agricultura como Kátia Abreu. Em um dos meus escritos anteriores fiz uma brincadeira com alguns nomes que soariam trágicos para a liderança da nossa agricultura. Adivinha quem estava presente? exatamente ela!! Oras, abaixo darei somente o histórico dela e todos entenderão o motivo:
Presidiu a bancada ruralista na Câmara, onde foi uma das maiores defensoras dos interesses da Monsanto e foi honrada com o título “Motosserra de Ouro” pelo Greenpeace. Destacou-se também na luta contra a PEC que permite a expropriação de terras onde haja trabalho escravo, tendo inclusive um irmão acusado de explorar trabalho escravo. Por fim, em 2010 era do DEM e foi cogitada para ser vice de Serra.
Necessita de alguma explicação a mais?

Ministério das Cidades - Gilberto Kassab
Oras, ninguém confiaria em Kassab para tomar conta de uma criança dormindo, pois ele não saberia como faze-lo! Imagina sendo ministro? Uma decepção!!!!!!
Um dos maiores problemas sociais do Brasil é a questão de moradia! Como deixar responsável pela política urbana nacional alguém que é aliado da especulação imobiliária e que fez uma gestão simplesmente desastrosa na prefeitura de São Paulo ao lado do PSDB?

Citei apenas 3, pois se analisar o histórico de todos os ministros nomeados, creio que não há um que atue em favor do povo!

O povo brasileiro tem que buscar uma esquerda coerente que faça oposição a esse governo que se tornou indefinido!
E para a Dilma, caso ela ache ainda o PT o governo de esquerda, fica uma dica: A esquerda é para o outro lado!





terça-feira, 11 de novembro de 2014

O retrato do conservadorismo

O que é descrito abaixo é o retrato do conservador inglês da segunda metade dos anos 40, tal como revelado por uma pesquisa amostral realizada por Hans J. Eysenck mediante questionário aplicado individualmente a 250 conservadores, 250 liberais e 250 socialistas, todos eles de classe média, adultos, urbanos e brancos. Parte disso encontra-se no texto Ciladas da Diferença de Antonio Flávio Pierucci.
Será que há alguma semelhança com o conservadorismo brasileiro atual?

Os conservadores têm as seguintes convicções:
As pessoas não-brancas são inferiores.
A miscigenacão deve ser desencorajada.
As mulheres não são iguais aos homens em inteligência.
Todos os seres humanos não nascem com as mesmas potencialidades.
Não há razão para se instituir a igualdade salarial.
Só as pessoas com um determinado nível mínimo de inteligência e educação deveriam poder votar.
Pessoas com graves defeitos hereditários deveriam ser compulsoriamente esterilizadas.
As leis atualmente vigentes não favorecem os ricos.
A propriedade privada não pode ser abolida.
A estatização leva à ineficiência.
A guerra é inerente à natureza humana.
Vai haver uma outra guerra mundial dentro de vinte e cinco anos.
Mesmo que for no interesse da paz, não devemos ceder um dedo de nossa soberania nacional.
O patriotismo no mundo moderno não é uma força que trabalha contra a paz.
O tratamento que estamos dando aos criminosos não é rigoroso o bastante.
A pena de morte não é uma coisa de bárbaros.
Os crimes violentos deveriam ser punidos com o açoite.
Os japoneses são um povo cruel por natureza.
Os judeus não são tão respeitáveis, tão honestos e tão bons cidadãos quanto os outros grupos.
Somente com o retorno à religião pode a civilização ter esperança de sobreviver.
Não é uma conduta antiquada observar o preceito dominical.
As leis contra o aborto não devem ser abolidas.
As leis do divórcio não deveriam ser alteradas no sentido de torná-lo mais fácil.
Uniões conjugais consensuais não são desejáveis.
O controle da natalidade deveria ser declarado ilegal.
Não se deve proibir os experimentos científicos com animais vivos.
Os cientistas não deveriam se meter em política.
A liberdade irrestrita de discussão não é desejável.
Deveria haver menos polêmicas e discussões políticas no rádio e na TV.
Os objetores de consciência são traidores.
A educação religiosa deveria ser obrigatória
A educação sexual não deve ser dada a todos, meninos e meninas.
Não é errado que aos homens seja permitida maior liberdade sexual que às mulheres.
Nossas dificuldades presentes se devem antes a causas morais que econômicas.
A “vara de marmelo” é um bom princípio educativo

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A importância psicológica da restrição

Um recente estudo publicado na revista Psychological Science chegou a uma conclusão muito perspicaz sobre o assunto a importância psicológica que há em uma restrição definitiva e uma restrição não definitiva.
Segundo o estudo, as pessoas veem que se o tipo de restrição a que são submetidas é irreversível, não há um motivo para continuar insistindo no assunto e tentar lutar contra isso, porém se há a possibilidade de mudança dessa restrição, o nosso cérebro vai fazer com que lutemos cada vez mais por aquilo que foi proibido ou restrito.
Esse estudo ajuda a explicar diversas situações, porém duas me chamou mais a atenção, que é no caso de um término de relacionamento e no caso de regimes políticos.
Para no caso de término de relacionamento, Lauren vai dizer que "Se esta pessoa está me dizendo que não quer mais um relacionamento, mas eu percebo que não é totalmente absoluta na certeza de suas palavras, se eu ainda acho que tenho uma chance, isso só vai fortalecer o meu desejo e meu sentimento, que vai me fazer pensar que eu preciso lutar para conquistar a pessoa", diz ela. "Se ao invés disso eu acredito que não, eu definitivamente não tenho uma chance com essa pessoa, então eu poderia racionalizá-lo e decidir que eu não gosto da pessoa de maneira alguma."
Já no caso de regimes políticos, Lauren vai usar vários exemplo. No regime absolutista, como a restrição era definitiva, as pessoas encontraram uma maneira de conviver com esse regime.

Segue abaixo o texto que foi publicado na revista, explicando melhor esse estudo e dando diversos exemplos

People Rationalize Situations They’re Stuck With, But Rebel When They Think There’s An Out

People who feel like they’re stuck with a rule or restriction are more likely to be content with it than people who think that the rule isn’t definite. The authors of a new study, which will be published in an upcoming issue of Psychological Science, a journal of the Association for Psychological Science, say this conclusion may help explain everything from unrequited love to the uprisings of the Arab Spring.
Psychological studies have found two contradictory results about how people respond to rules. Some research has found that, when there are new restrictions, you rationalize them; your brain comes up with a way to believe the restriction is a good idea. But other research has found that people react negatively against new restrictions, wanting the restricted thing more than ever.
Kristin Laurin of the University of Waterloo thought the difference might be absoluteness—how much the restriction is set in stone. “If it’s a restriction that I can’t really do anything about, then there’s really no point in hitting my head against the wall and trying to fight against it,” she says. “I’m better off if I just give up. But if there’s a chance I can beat it, then it makes sense for my brain to make me want the restricted thing even more, to motivate me to fight” Laurin wrote the new paper with Aaron Kay and Gavan Fitzsimons of Duke University.
In an experiment in the new study, participants read that lowering speed limits in cities would make people safer. Some read that government leaders had decided to reduce speed limits. Of those people, some were told that this legislation would definitely come into effect, and others read that it would probably happen, but that there was still a small chance government officials could vote it down.
People who thought the speed limit was definitely being lowered supported the change more than control subjects, but people who thought there was still a chance it wouldn’t happen supported it less than these control subjects. Laurin says this confirms what she suspected about absoluteness; if a restriction is definite, people find a way to live with it.
This could help explain how uprisings spread across the Arab world earlier this year. When people were living under dictatorships with power that appeared to be absolute, Laurin says, they may have been comfortable with it. But once Tunisia’s president fled, citizens of neighboring countries realized that their governments weren’t as absolute as they seemed—and they could have dropped whatever rationalizations they were using to make it possible to live under an authoritarian regime. Even more, the now non-absolute restriction their governments represented could have exacerbated their reaction, fueling their anger and motivating them to take action.
And how does this relate to unrequited love? It confirms people’s intuitive sense that leading someone can just make them fall for you more deeply, Laurin says. “If this person is telling me no, but I perceive that as not totally absolute, if I still think I have a shot, that’s just going to strengthen my desire and my feeling, that’s going to make me think I need to fight to win the person over,” she says. “If instead I believe no, I definitely don’t have a shot with this person, then I might rationalize it and decide that I don’t like them that much anyway.”

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
- CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Arrived at the end

I feel the pain growing inside myself
Creating a hole that cannot be filled
Blinding my eyes for the pretty things
Drying my tears when I try to cry

My thoughts are fixed in her
I only remember what I don’t want to remember
I try hard to break them in pieces
join them / in the way / that will be better

I am going to forget how my life was one day
That this was familiar for myself
But the heart has his own remembrances
And in this way, the pain is endless

the old feeling is replaced by the pain
The only thing I know is that one day I’ll leave
nothing else is clear in my mind
Nothing  else makes sense to me anymore

I feel myself impotent faced with my fate
someone writes it and doesn’t tell me about
it’s impossible to turn the pages
I can repair everything, when I arrive at the end

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O mal e o sofrimento

Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar: Por que é que sofremos tanto quando viemos pra cá?
Que dívida é essa que a gente tem que morrer pra pagar?

Perguntaria também como é que ele é feito
Que não dorme, que não come e assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez a gente do mesmo jeito?

Por que existem uns felizes e outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito, moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?

-Leandro Gomes de Barros

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Nem Capitalismo nem comunismo...

"Nós não podemos passivamente esperar o futuro, pois, assim, seremos esmagados por ele. O homem de hoje tem que criar o seu futuro. Já não podemos ficar como espectadores. Não podemos ser mais os homens de pensamento e de ciência, simples teóricos da acepção grega da palavra.
Nem capitalismo nem comunismo, mas uma outra coisa. Um dia é possível que a sociedade em conjunto se constitua como organismo único. Mas, para isso, é preciso que seja condensada em torno de um pensamento comum."

-Josué de Castro

sábado, 14 de junho de 2014

Sobrevivência

Cada pedaço desta terra é sagrada para o meu povo
Cada rama gritante de um pinheiro
Cada punhado de areia das praias
A penumbra densa da selva
Cada raio de luz e o zumbido dos insetos
São sagrados na memória e vida do meu povo

O que aconteceu com as plantas?
Estão destruídas!
O que aconteceu com a água?
Desapareceu!
De hoje em diante a vida terminou.
Agora começa a sobrevivência!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Viva México

É importante entender a política através do comportamento da população e não através do comportamento dos políticos. O que move a política são os que lutam por melhorias dos seus direitos e não os políticos profissionais. Se no Brasil se ouve falar mais em política do que em movimentos sociais, é porque o jeito de governar está errado.
México, um grande exemplo disso.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Zapatismo, EZLN - Autonomia e Poder

Antecedentes da formação do Exército Zapatista de Libertação Nacional


Durante o regime do partido único Partido Revolucionário Institucional (PRI) que durou mais de 70 anos, os movimentos camponeses, operários e populares que discordavam do modelo de nação priista enfrentaram consecutivas e sistemáticas repressões, o que fez com que muitos jovens considerassem os canais legais da participação política fechados e apostassem na formação de organizações armadas para buscar a derrota de um regime que de seu ponto de vista era autoritário, e melhorar as condições de vida da população.
De uma dessas organizações, a Forças de Libertação Nacional (FLN), surgiu o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN).
As FLN foram fundadas em 6 de agosto de 1969, no norte do país: (Monterrey, Nuevo León) e, segundo o general Mario Arturo Acosta Chaparro, em seu informe Movimentos subversivos no México, "haviam estabelecido suas zonas de operação nos estados deVeracruz, Puebla, Tabasco, Nuevo León e Chiapas".
Em fevereiro de 1974 aconteceria em San Miguel Nepantla, Estado de México, um confronto entre uma unidade do Exército federal - à frente do qual estava o então tenente coronel Acosta Chaparro - e integrantes da FLN. Alguns destes perderiam a vida no combate, como Carmen Ponce e Dení Prieto e outros seriam presos, como ocorreu com María Gloria Benavides, que denunciou haver sido torturada.3
Como consequência deste confronto, as FLN perderam sua capacidade operacional. No início da década de 1980, alguns de seus militantes decidiriam a fundação do Exército Zapatista de Libertação Nacional. Assim, em 17 de novembro de 1983, um grupo de pessoas entre as quais se encontravam indígenas e mestiços, declaram formalmente constituída a formação de um exército regular que em 1 de janeiro de 1994 sairia à luz pública sob a declaração de guerra ao governo mexicano.

Influencias e lugares de ação no Princípio do EZLN

Emiliano Zapata – Lutas pelas terras e pelos direitos indígenas

Chiapas – Estado mais pobre e com o maior grupo de indígenas (descendentes de maias). A selva Lacandona era o principal lugar de refúgio desses indígenas. O local era rico em recursos naturais como madeira, petróleo, água, etc...

Grande preconceito – Havia um desprezo por parte dos políticos em relação a população indígena, formando uma disputa entre Brancos x Índios no país mexicano.


Constituição e Fortalecimento do Exército Zapatista de Liberação Nacional

1 de janeiro de 1994 -  Tratado de livre comércio entre os EUA, Canadá e o México

·         Como forma de mostrar que esse acordo de livre comércio seria prejudicial aos povos indígenas do México e já com um antecedente de luta contra as corrupções do presidente Salinas, o EZLN tomou sete cidades como forma de mostrar que eles viviam na pobreza e não achavam justo esse tratado, que só aumentaria a miséria.

·         O Governo de Salinas começa uma Repressão em massa contra o protesto indígena, deixando milhares de mortos por todo o país.

·         A partir de 1994, o EZLN deixa as armas de lado e começam a usar as palavras como poder.



Grupo guerrilheiro com características diferentes da esquerda ortodoxa

- Há uma visão diferente do mundo e lutar junto com a população indígena era a prioridade do EZLN. Ao invés de lutar pelos indígenas, eles lutam JUNTO com os indígenas do México, sempre ouvindo bastante suas reivindicações.



Governo e EZLN

Há uma tentativa de acordo entre representantes do governo e do Exército Zapatista.

- Juntaram representantes de quase todos os grupos étnicos do país fazendo-se, a partir de então, uma inversão da política, ou seja, passou a ser de baixo para cima.

Fundação do congresso nacional indígena – Direito de auto-governo e controle dos seus recursos naturais.
Ao mesmo tempo em que os indígenas alcançaram essa conquista, eles tinham que lutar muito para o governo cumprir esse acordo.



Mudança de Governo

A partir de 2001, entra no governo um partido mais conservador que o de Salinas.

·         O grupo faz uma marcha e pede para entrar no congresso para discursar. Os comandantes e as comandantes conseguem o direito a entrar no congresso e nesse dia a Comandante Ester faz um discurso para o povo mexicano que entrou para a história do país.

Maior Repressão por parte do Governo

O Governo mexicano vendo as áreas indígenas como uma grande área de recursos naturais e importante para a exploração dos seus recursos, promovem uma grande ação para o massacre dos índios Chiapas.

A partir dessa ação, o EZLN ve que não tem mais como conversar com o Governo, pois até a esquerda mexicana havia traído o movimento. Com isso, eles formam seus próprios sistemas.

A principal frase que há em todos os territórios zapatistas é a seguinte: “ ESTA USTED EN TERRITORIO ZAPATISTA. EN REBELDIA, AQUI MANDA EL PUEBLO, EL GOBIERNO OBEDECE!!!”

Sistema Zapatista

-Sistema educativo autônomo
-Sistema de saúde: Tentam se profissionalizar em medicina
- Sistema de governo autônomo
- Projeto de mídia alternativa para mostrar a realidade dos Chiapa (criação da rádio insurgente EZLN)
-Arte desenvolvida de pintura mural

Guardiões à Pessoas que deixam de ser camponeses para lutar ao lado do EZLN

Música Zapatista à Chicanos que foram conhecer e aprender sobre a realidade zapatista e fazer músicas sobre isso.

Papel da mulher

- Antes = subordinação
- Depois = reivindicação dos direitos e conquistas de igualdade

FIGURAS HISTÓRICAS: COMANDANTE RAMONA E COMANDANTE ESTÉR

As mulheres desarmadas conseguiram a parada dos militares em Chiapas com as mãos.



EZLN Atualmente

-Busca de um novo sujeito político
-Criar Coletividade autônoma
-2006 à Campanha da escuta feita pelo Subcomandante Marcos, onde ele saiu pelo México para ouvir os problemas das pessoas.
·         Nessa campanha, Subcomandante Marcos vê que as repressões sofridas por diversos grupos são iguais.
·         Começa a surgir uma cena política diferente, uma consciência nova que vê que a diferença é boa e interessante.

O governo tem um projeto turístico na área de Chiapas, mas isso vai contra a Lei. Como não podem entrar no estado militarmente, eles usam grupos paramilitares que trabalham dentro da comunidade indígena e ameaçam estuprar as mulheres, fazem ameaças psicológicas, tacam fogo nas casas e batem nas pessoas. Usam como forma de repressão também dar dinheiro para os Chiapas, exigindo que quem receber esse dinheiro deixe de fazer parte da EZLN. Esse foi um dos motivos da atual pobreza da EZLN.

A ideia e o objetivo do EZLN não é tomar o poder, mas sim criar formas de contra-poder.


Leituras Interessantes:

Don Durito – Subcomandante Marcos

Mudar o mundo sem tomar o poder – John Holloway

http://boitempoeditorial.com.br/livro_completo.php?isbn=85-87767-11-9

quarta-feira, 9 de abril de 2014

BRASÍLIA – A CAPITAL GEOPOLÍTICA DO BRASIL

A mudança da Capital brasileira durante o período JK foi um marco não só na história brasileira, mas também um marco mundial. O marco na história brasileira será discorrido nos tópicos abaixo, porém o marco na história mundial foi por Brasília ter sido a primeira capital construída por um país independente, sendo considerado patrimônio histórico pela UNESCO – O plano piloto é claro.

                          Foto de Satélite do Plano Piloto

A primeira tentativa de mudança da capital foi proposta na constituição de 1891, onde no mapa brasileiro foi demarcado um retângulo, denominado RETÂNGULO CRULS. Esse retângulo foi demarcado pelos políticos da República Velha onde hoje se localiza o Distrito Federal e tinha como um dos objetivos acostumar a população com essa ideia.
Abaixo segue um mapa apresentado nas escolas brasileiras na década de 1920.

                                 Detalhes escolar de um atlas luso-brasileiro de 1927, onde estava demarcado o 
                                            Triangulo Cruls, a prevista área para o Distrito Federal.



PERÍODO JK

PLANO DE METAS – Tinha como objetivo desenvolver setores estratégicos, principalmente energia, transporte, indústria de base e mais duas metas que não foram cumpridas: Alimentação e Educação.
Esse plano de metas permitia a entrada de capital estrangeiro, diferente de Getulio Vargas, que tinha como base as indústrias estatais.

50 ANOS EM 5 – Juscelino queria modernizar o Brasil com as tecnologias estrangeiras. Com essa modernização, Juscelino causa uma grande crescente na divida externa, gerando uma enorme inflação econômica no Brasil.


MUDANÇA DA CAPITAL

MARCHA PARA O OESTE – Levar a capital para o Oeste brasileiro era o pretexto utilizado pelo governo brasileiro para modernizar o país.

PORQUE SAIR DO RIO DE JANEIRO?

  •  Não há tranquilidade para governar – Apesar de não oficial, esse era o principal motivo para o governo mudar a capital federal para uma região pouco povoada. Eles queriam fugir das agitações sociais.
  • O Rio de Janeiro é Litorâneo – Esse argumento foi usado como pretexto pelo governo de Juscelino Kubitschek para a mudança devido a facilidade de ser atacada por outros países pelo mar em uma possível situação de guerra e de receber doenças vindas de outros países através de embarcações. Esses argumentos eram errôneos, pois já existia o poder aéreo, podendo trazer guerras e doenças para a Capital Federal, mesmo que ela fosse localizada no Centro Oeste Brasileiro.


CONSTRUÇÃO DE BRASILIA

Demorou 4 anos para ser construída. Foi uma construção super rápida em relação as outras capitais construídas no mundo.

URBANISTA – Lúcio Costa
ARQUITETO – Oscar Niemeyer

CARTA DE ATENAS – Le Corbusier publicou esse livro contendo visão da cidade funcional, com planejamento regional, zoneamento funcional, conjuntos habitacionais providos de equipamentos coletivos e outros elementos da arquitetura futurista.

PLANO PILOTO – Foi feito para abrigar funcionários públicos. Pessoas de baixa renda não podem morar e o Brasil inteiro trabalha para sustentar Brasília.

CIDADES SATÉLITES – Onde foram morar os candangos – como eram chamados as pessoas que construíram Brasília.  Tem os piores índices de mortalidade infantil no Brasil. Não há organização do espaço. A arquitetura não foi feita para os pobres.


ASPECTOS GEOPOLÍTICOS DO PLANO PILOTO

ELIMINAÇÃO DA RUA TRADICIONAL


  • Automóveis – Não é para haver pedestres em Brasília.



  • Vias expressas – Não há cruzamentos, pois na necessidade deles, há um desnível no asfalto.

NÃO HÁ SEMÁFOROS E NEM CALÇADAS

GRANDE INOVAÇÃO URBANISTA – Superquadras, que irão facilitar a setorização, como veremos abaixo.

SETORIZAÇÃO – Cada local da cidade é destinada para uma determinada atividade, o que acaba sendo importante para a vigilância das pessoas.
Não há um centro urbano em Brasília.

ENTRADAS/SAÍDAS – A cidade tem 4 entradas/saídas e em cada uma delas há um quartel das forças armadas, se tornando fácil de ser bloqueada e fechada para o caso de grandes manifestações.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Década Perdida e alguns dias também...



 Década Perdida - Dez anos de PT no Poder.

Costumo sempre ler bons livros de política, sempre dando preferencias a clássicos. É sempre bom ler autores que escrevem sobre a contemporaneidade, porém, não foi o caso desse livro.
Não estou dizendo em momento algum que o livro é ruim, muito pelo contrário, é muito bom porque é um resumo de que, na minha opinião, um regime político que o Brasil vive, tendo como principal foco os escândalos de demissões e renuncias por corrupção.
Corrupção não é prioridade do PT, apesar de nos últimos anos ter se tornado uma especialidade do partido. E, diferentemente do que o autor Marco Antonio Villa descreve no livro, a oposição não se manifestou sobre alguns escândalos por ela própria ser corrupta e não por falta de liderança e desorganização, mas sim por medo. Isso pode ser mostrado em dados e pesquisas atuais.

Resumindo: O livro é bom e verdadeiro em seus fatos, porém, para quem acompanha jornais, televisão, e outros meios de comunicação, já sabia de tudo isso. O livro é apenas um resumo de reportagens, entrevistas e tudo o que saiu na mídia durante os 10 primeiros anos do PT no governo.

A baixa do livro, para mim, é o Dr. Marco Antonio Villa desmerecer por diversas vezes pessoas que estão em alguns cargos ou fazem alguma coisa sem ter uma especialização acadêmica. Oras, como se ter uma especialização acadêmica deixasse alguém mais apto para administrar determinadas áreas de cargos públicos ou privado, sendo que sabemos que a maioria das especializações acadêmicas, principalmente em faculdades federais são ''arranjadas'' e não merecidas. Além de termos exemplos de boas administrações de pessoas que não são nem da área que atuam. Como diria o próprio Villa: Uma Falácia

Se você é inteirado na política nacional, não vale a pena gastar dinheiro com o livro.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sociologia da Religião - Parte II

Continuando o post sobre Sociologia da Religião, hoje darei uma introdução nesse assunto, falando sobre Religião, Ciência, Política e Magia, onde a  religião começou a ser estudada no século XIX não mais como um fenômeno social, mas sim psicológico.
Anteriormente, os missionários religiosos e governamentais que faziam as etnografias nas colonias, isso gerava alguns problemas no modo de vista dos novos estudiosos dos fenômenos religiosos, entre eles a visão preconceituosa sobre as religiões dos considerados ''primitivos''.
No século XIX, as descrições etnográficas passam a ser feitas por outras pessoas, porém há ainda uma visão preconceituosa do modo religioso estudado, pois esses novos estudiosos já iam dotados de um pré-conceito evolucionista, onde a crença é algo individual, subjetivo. Para esses estudiosos, a ciência se sobreporia a religião.
Nessa época - e até hoje - temos alguns outros ramos de estudos da religião, tais como o



               Naturismo - Apontavam a religião sempre a fenômenos da natureza, que não podia ser compreendidos. Eram ligados ao Totemismo, onde associam a uma representação sagrada todos os fenomenos religiosos.

              Animismo - Diferente do Naturismo, tem como enfase a essência do indivíduo - A religião começou a ser no século XIX não mais como um fenômeno social, mas sim psicológico-Psiquê-, seu espírito, sua alma. Começou quando o homem começou a olhar para si e assim ver a essência da sua alma.
No animismo, a ideia de reencarnação está presente e o culto aos antepassados também. Dá enfase aos médiuns que fazem a mediação entre a divindade atual com os antepassados.

            Psicologismo - O culto a uma divindade é um culto a um pai que nos gerou. O ser humano precisa de uma figura que nos gere segurança, algo que faça o indivíduo perder o medo.

COMO A RELIGIÃO É VISTA NA IDEIA DE MAGIA

  • MANA - É uma força presente na natureza, de caráter transcendental, que poder ser manipulada por quem tem o dom da manipulação.
         obs. Mana é algo semelhante ao axé e a força vital.

  • A Magia vê a natureza como algo que pode ser mudado por que tem o conhecimento, ou seja, o mago. Existe a ideia de oferenda, ou seja, oferecer algo para receber algo em troca. A Magia é ligado a ideia de conhecimento pré-cientifico.
         obs. Na religião, a oferenda vai receber o nome de sacrifício.

  • Similitude - Manipula um elemento que tem ligação com uma sociedade ou um indivíduo e se a magia for bem feita, ela a tinge o seu efeito. Um exemplo de Similitude é o Vodoo.
AUGUSTO COMTE

Religião, Metafísica, filosofia e ciência - Essas são as etapas da evolução humana para o positivismo.
Para Comte, há uma separação entre o sujeito e o objeto. Se não houver essa separação, não será possível fazer ciências.

Para ele, há uma evolução da seguinte forma.  Animismo ------ Politeismo -------- Monoteístmo
É a partir do monoteísmo que se tem uma ideia de pregação da palavra, do documento escrito, como por exemplo a bíblia. Há também a ideia de uma ética religiosa.

WEBER

                
             Esferas de valor - Para Weber, cada esfera tem uma institucionalidade própria no mundo atual. Isso Weber vai chamar de Politeísmo de valores. No mundo antigo uma pessoa só era responsável por todas as esferas, porém hoje em dia cada esfera - Economia, Arte, Religião, Ciência e Cultura, vão ter a sua própria institucionalidade.




  
         





















quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sociologia da Religião

Sociologia da Religião

                A partir de hoje vou começar uma série de posts sobre um dos temas mais interessantes que eu estudei e continuo a estudar de forma particular, fora da faculdade. Esse tema é ‘A Sociologia da Religão’.
               O intuito desses posts não é algo superficial, para denegrir religiões, igrejas e, principalmente, as pessoas que frequentam. O objetivo, muito menos, é fazer um embate entre Ateus e Religiosos (Apesar de, na minha percepção, o ateísmo também é uma religião. Mas afinal, o que é religião? Me desculpem, mas esse não é o intuito do post).
Eu vos escrevo com apenas um intuito: Explicar aos leitores uma visão ampla do fenômeno religioso, transmitindo-lhe um pouco de instrumental teórico propicia a análise desse tema relevante da vida Social. A religião e a condição irreligiosa serçao abordadas em seus diversos aspectos com a estrutura social que as envolve. Para isso, me aproveitarei das principais condições teóricas dos chamados ‘‘Clássico da sociologia’’ e das teorias contemporâneas.
              Hoje Porém, vou me limitar a escrever apenas o que é Sociologia, Religião e o que é Sociologia da Religião e, nos dias posteriores, começarei a escrever através dos principais autores do tema.

O QUE A SOCIOLOGIA ESTUDA?

             De modo bem simplificado, a sociologia estuda as relações dos seres humanos em sociedade, buscando compreende-lo em seu cotidiano, em suas interações com os sujeitos e com as instituições sociais.

O QUE É RELIGIÃO?

           Religião não é algo fácil de explicar e, para isso, vou tentar explicar o que é a minha visão de Religião. A Religião é uma crença, uma devoção a tudo que, para a pessoa, é considerado sagrado. Pode ser tanto um culto que aproxima o homem das entidades a quem são atribuídas poderes sobrenaturais, ou apenas uma crença simples, como o fato de acreditar em não ter religião, ir a algum lugar todos os dias e gostar daquilo que fazer. É uma crença em que as pessoas buscam a satisfação nas práticas religiosas ou em outras práticas, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade. Religião, no sentido mais figurado, significa qualquer atividade realizada com rígida frequência.
        Em um senso mais comum Religião é também um conjunto de princípios, crenças e práticas de doutrinas religiosas, baseadas em livros sagrados, que unem seus seguidores numa mesma comunidade moral, chamada Igreja. Todos os tipos de religião têm seus fundamentos, algumas se baseiam em diversas análises filosóficas, que explicam o que somos e porque viemos ao mundo. Outras se sobressaem pela fé e outras em extensos ensinamentos éticos.


O QUE É A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO E O QUE ELA VISA ESTUDAR?



        A sociologia da religião procura explicar e ser entendida, de modo empírico, através da religião e da sociedade. Os estudos fundamentam-se na dimensão social da religião e na dimensão religiosa da sociedade. Tudo isso irá envolver Religião, Sociedade, Cultura e Sistemas Simbólicos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Oscar 2014

Não fiquei surpreso ao ver a lista de filmes indicados ao Oscar 2014.
Tenho que muita gente ficou surpresa devido ao filme ''Gravidade'' ser um dos favoritos para ganhar a principal categoria: Melhor Filme
''Gravidade'' não é um filme para qualquer pessoa. Não é um filme de alguém que assista ''Crepúsculo'' e filmes do tipo. É um filme inteligente, que faz você pensar, ficar aflito, torcer para que algo aconteça logo... Ou seja, se você gosta de filme bem produzido talvez fica uma hora e meia ofegante na cadeira do cinema. É Um filme que impressiona pela ousadia, sem jamais deixar de lado o clima de tensão.



Minha opinião: Ganha o Oscar se o gênio Martin Scorsese não surpreender com o filme ''O lobo de Wall Street''.



Segue abaixo o Trailer de gravidade!!