quarta-feira, 9 de abril de 2014

BRASÍLIA – A CAPITAL GEOPOLÍTICA DO BRASIL

A mudança da Capital brasileira durante o período JK foi um marco não só na história brasileira, mas também um marco mundial. O marco na história brasileira será discorrido nos tópicos abaixo, porém o marco na história mundial foi por Brasília ter sido a primeira capital construída por um país independente, sendo considerado patrimônio histórico pela UNESCO – O plano piloto é claro.

                          Foto de Satélite do Plano Piloto

A primeira tentativa de mudança da capital foi proposta na constituição de 1891, onde no mapa brasileiro foi demarcado um retângulo, denominado RETÂNGULO CRULS. Esse retângulo foi demarcado pelos políticos da República Velha onde hoje se localiza o Distrito Federal e tinha como um dos objetivos acostumar a população com essa ideia.
Abaixo segue um mapa apresentado nas escolas brasileiras na década de 1920.

                                 Detalhes escolar de um atlas luso-brasileiro de 1927, onde estava demarcado o 
                                            Triangulo Cruls, a prevista área para o Distrito Federal.



PERÍODO JK

PLANO DE METAS – Tinha como objetivo desenvolver setores estratégicos, principalmente energia, transporte, indústria de base e mais duas metas que não foram cumpridas: Alimentação e Educação.
Esse plano de metas permitia a entrada de capital estrangeiro, diferente de Getulio Vargas, que tinha como base as indústrias estatais.

50 ANOS EM 5 – Juscelino queria modernizar o Brasil com as tecnologias estrangeiras. Com essa modernização, Juscelino causa uma grande crescente na divida externa, gerando uma enorme inflação econômica no Brasil.


MUDANÇA DA CAPITAL

MARCHA PARA O OESTE – Levar a capital para o Oeste brasileiro era o pretexto utilizado pelo governo brasileiro para modernizar o país.

PORQUE SAIR DO RIO DE JANEIRO?

  •  Não há tranquilidade para governar – Apesar de não oficial, esse era o principal motivo para o governo mudar a capital federal para uma região pouco povoada. Eles queriam fugir das agitações sociais.
  • O Rio de Janeiro é Litorâneo – Esse argumento foi usado como pretexto pelo governo de Juscelino Kubitschek para a mudança devido a facilidade de ser atacada por outros países pelo mar em uma possível situação de guerra e de receber doenças vindas de outros países através de embarcações. Esses argumentos eram errôneos, pois já existia o poder aéreo, podendo trazer guerras e doenças para a Capital Federal, mesmo que ela fosse localizada no Centro Oeste Brasileiro.


CONSTRUÇÃO DE BRASILIA

Demorou 4 anos para ser construída. Foi uma construção super rápida em relação as outras capitais construídas no mundo.

URBANISTA – Lúcio Costa
ARQUITETO – Oscar Niemeyer

CARTA DE ATENAS – Le Corbusier publicou esse livro contendo visão da cidade funcional, com planejamento regional, zoneamento funcional, conjuntos habitacionais providos de equipamentos coletivos e outros elementos da arquitetura futurista.

PLANO PILOTO – Foi feito para abrigar funcionários públicos. Pessoas de baixa renda não podem morar e o Brasil inteiro trabalha para sustentar Brasília.

CIDADES SATÉLITES – Onde foram morar os candangos – como eram chamados as pessoas que construíram Brasília.  Tem os piores índices de mortalidade infantil no Brasil. Não há organização do espaço. A arquitetura não foi feita para os pobres.


ASPECTOS GEOPOLÍTICOS DO PLANO PILOTO

ELIMINAÇÃO DA RUA TRADICIONAL


  • Automóveis – Não é para haver pedestres em Brasília.



  • Vias expressas – Não há cruzamentos, pois na necessidade deles, há um desnível no asfalto.

NÃO HÁ SEMÁFOROS E NEM CALÇADAS

GRANDE INOVAÇÃO URBANISTA – Superquadras, que irão facilitar a setorização, como veremos abaixo.

SETORIZAÇÃO – Cada local da cidade é destinada para uma determinada atividade, o que acaba sendo importante para a vigilância das pessoas.
Não há um centro urbano em Brasília.

ENTRADAS/SAÍDAS – A cidade tem 4 entradas/saídas e em cada uma delas há um quartel das forças armadas, se tornando fácil de ser bloqueada e fechada para o caso de grandes manifestações.

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