quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sociologia da Religião - Parte II

Continuando o post sobre Sociologia da Religião, hoje darei uma introdução nesse assunto, falando sobre Religião, Ciência, Política e Magia, onde a  religião começou a ser estudada no século XIX não mais como um fenômeno social, mas sim psicológico.
Anteriormente, os missionários religiosos e governamentais que faziam as etnografias nas colonias, isso gerava alguns problemas no modo de vista dos novos estudiosos dos fenômenos religiosos, entre eles a visão preconceituosa sobre as religiões dos considerados ''primitivos''.
No século XIX, as descrições etnográficas passam a ser feitas por outras pessoas, porém há ainda uma visão preconceituosa do modo religioso estudado, pois esses novos estudiosos já iam dotados de um pré-conceito evolucionista, onde a crença é algo individual, subjetivo. Para esses estudiosos, a ciência se sobreporia a religião.
Nessa época - e até hoje - temos alguns outros ramos de estudos da religião, tais como o



               Naturismo - Apontavam a religião sempre a fenômenos da natureza, que não podia ser compreendidos. Eram ligados ao Totemismo, onde associam a uma representação sagrada todos os fenomenos religiosos.

              Animismo - Diferente do Naturismo, tem como enfase a essência do indivíduo - A religião começou a ser no século XIX não mais como um fenômeno social, mas sim psicológico-Psiquê-, seu espírito, sua alma. Começou quando o homem começou a olhar para si e assim ver a essência da sua alma.
No animismo, a ideia de reencarnação está presente e o culto aos antepassados também. Dá enfase aos médiuns que fazem a mediação entre a divindade atual com os antepassados.

            Psicologismo - O culto a uma divindade é um culto a um pai que nos gerou. O ser humano precisa de uma figura que nos gere segurança, algo que faça o indivíduo perder o medo.

COMO A RELIGIÃO É VISTA NA IDEIA DE MAGIA

  • MANA - É uma força presente na natureza, de caráter transcendental, que poder ser manipulada por quem tem o dom da manipulação.
         obs. Mana é algo semelhante ao axé e a força vital.

  • A Magia vê a natureza como algo que pode ser mudado por que tem o conhecimento, ou seja, o mago. Existe a ideia de oferenda, ou seja, oferecer algo para receber algo em troca. A Magia é ligado a ideia de conhecimento pré-cientifico.
         obs. Na religião, a oferenda vai receber o nome de sacrifício.

  • Similitude - Manipula um elemento que tem ligação com uma sociedade ou um indivíduo e se a magia for bem feita, ela a tinge o seu efeito. Um exemplo de Similitude é o Vodoo.
AUGUSTO COMTE

Religião, Metafísica, filosofia e ciência - Essas são as etapas da evolução humana para o positivismo.
Para Comte, há uma separação entre o sujeito e o objeto. Se não houver essa separação, não será possível fazer ciências.

Para ele, há uma evolução da seguinte forma.  Animismo ------ Politeismo -------- Monoteístmo
É a partir do monoteísmo que se tem uma ideia de pregação da palavra, do documento escrito, como por exemplo a bíblia. Há também a ideia de uma ética religiosa.

WEBER

                
             Esferas de valor - Para Weber, cada esfera tem uma institucionalidade própria no mundo atual. Isso Weber vai chamar de Politeísmo de valores. No mundo antigo uma pessoa só era responsável por todas as esferas, porém hoje em dia cada esfera - Economia, Arte, Religião, Ciência e Cultura, vão ter a sua própria institucionalidade.




  
         





















quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sociologia da Religião

Sociologia da Religião

                A partir de hoje vou começar uma série de posts sobre um dos temas mais interessantes que eu estudei e continuo a estudar de forma particular, fora da faculdade. Esse tema é ‘A Sociologia da Religão’.
               O intuito desses posts não é algo superficial, para denegrir religiões, igrejas e, principalmente, as pessoas que frequentam. O objetivo, muito menos, é fazer um embate entre Ateus e Religiosos (Apesar de, na minha percepção, o ateísmo também é uma religião. Mas afinal, o que é religião? Me desculpem, mas esse não é o intuito do post).
Eu vos escrevo com apenas um intuito: Explicar aos leitores uma visão ampla do fenômeno religioso, transmitindo-lhe um pouco de instrumental teórico propicia a análise desse tema relevante da vida Social. A religião e a condição irreligiosa serçao abordadas em seus diversos aspectos com a estrutura social que as envolve. Para isso, me aproveitarei das principais condições teóricas dos chamados ‘‘Clássico da sociologia’’ e das teorias contemporâneas.
              Hoje Porém, vou me limitar a escrever apenas o que é Sociologia, Religião e o que é Sociologia da Religião e, nos dias posteriores, começarei a escrever através dos principais autores do tema.

O QUE A SOCIOLOGIA ESTUDA?

             De modo bem simplificado, a sociologia estuda as relações dos seres humanos em sociedade, buscando compreende-lo em seu cotidiano, em suas interações com os sujeitos e com as instituições sociais.

O QUE É RELIGIÃO?

           Religião não é algo fácil de explicar e, para isso, vou tentar explicar o que é a minha visão de Religião. A Religião é uma crença, uma devoção a tudo que, para a pessoa, é considerado sagrado. Pode ser tanto um culto que aproxima o homem das entidades a quem são atribuídas poderes sobrenaturais, ou apenas uma crença simples, como o fato de acreditar em não ter religião, ir a algum lugar todos os dias e gostar daquilo que fazer. É uma crença em que as pessoas buscam a satisfação nas práticas religiosas ou em outras práticas, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade. Religião, no sentido mais figurado, significa qualquer atividade realizada com rígida frequência.
        Em um senso mais comum Religião é também um conjunto de princípios, crenças e práticas de doutrinas religiosas, baseadas em livros sagrados, que unem seus seguidores numa mesma comunidade moral, chamada Igreja. Todos os tipos de religião têm seus fundamentos, algumas se baseiam em diversas análises filosóficas, que explicam o que somos e porque viemos ao mundo. Outras se sobressaem pela fé e outras em extensos ensinamentos éticos.


O QUE É A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO E O QUE ELA VISA ESTUDAR?



        A sociologia da religião procura explicar e ser entendida, de modo empírico, através da religião e da sociedade. Os estudos fundamentam-se na dimensão social da religião e na dimensão religiosa da sociedade. Tudo isso irá envolver Religião, Sociedade, Cultura e Sistemas Simbólicos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Oscar 2014

Não fiquei surpreso ao ver a lista de filmes indicados ao Oscar 2014.
Tenho que muita gente ficou surpresa devido ao filme ''Gravidade'' ser um dos favoritos para ganhar a principal categoria: Melhor Filme
''Gravidade'' não é um filme para qualquer pessoa. Não é um filme de alguém que assista ''Crepúsculo'' e filmes do tipo. É um filme inteligente, que faz você pensar, ficar aflito, torcer para que algo aconteça logo... Ou seja, se você gosta de filme bem produzido talvez fica uma hora e meia ofegante na cadeira do cinema. É Um filme que impressiona pela ousadia, sem jamais deixar de lado o clima de tensão.



Minha opinião: Ganha o Oscar se o gênio Martin Scorsese não surpreender com o filme ''O lobo de Wall Street''.



Segue abaixo o Trailer de gravidade!!






segunda-feira, 15 de abril de 2013

Resumo de março


No mês de março minhas leituras não foram tão produtivas como eu esperava. Li apenas 3 livros, 2 livros excelentes e 1 livro que considero apenas bom. Não escrevi sobre nenhum deles pois foram livros muito longos e que não daria para fazer um resumo. Estou fazendo alguns testes e espero que em breve eu possa fazer alguns vídeos comentando sobre os livros, séries, cd´s e tudo mais.
Vou fazer um breve comentário sobre os livros que eu li e o álbum do Marcelo D2 que eu ouvi em Março.

Livros

Harry Potter e a Câmara Secreta: Não gostei do modo que a autora J.K. Rowling escreve o livro. No todo o livro é bom, mas é muito abaixo de outros livros infanto juvenis que eu li ultimamente onde, sem dúvida alguma, a série ''Desventuras em Série'' foi o melhor de todos. Não sei se o problema do modo da escrita foi devido a tradução-falo isso porque o livro Morte Subita é muito bem escrito-, mas a impressão que o livro passa é que foi escrito por um adolescente ou uma pessoa que não está acostumada com a profissão.  
Vale a pena ler o livro porque o enredo é bom.

Morte Súbita: É o livro recém-lançado de J.K Rowling, a autora da série Harry Potter. O livro é sensacional. Tem um enredo excelente, um desenrolar de história inteligente e mostra uma maturidade na escrita da autora que deixa o leitor empolgado. O modo que foi escrito esse livro me fez apagar toda má impressão que eu tive da autora quando li ''Harry Potter''.
Harry Potter pode ter se consagrado como livro devido aos filmes lançados, mas eu tenho certeza que J.K. Rowling finalmente encontrou o seu estilo de escrever e nessa pegada vai continuar vendendo milhões de exemplares.
Agradecimento a minha Tia Marli, que me presenteou com este belo livro.

Saco de Ossos: Esse livro é simples eu descrever: Foi o melhor livro que eu já li até hoje
Não tenho que falar mais nada porque Stephen King conseguiu me conquistar com o livro de uma maneira que nunca tinha acontecido antes. 
Só tenho que agradecer ao meu grande amigo Fabinho Lucato por ter me dado esse livro de presente.


Música

Marcelo D2 canta Bezerra da Silva: Nota 5 para o cd e para o Marcelo D2, um dos artistas que eu tenho maior admiração devido as suas atitudes, letras e músicas.
Essa nota é simples de justificar. Samba e Bezerra da Silva são coisas simples, não tem que ficar enchendo de firulas nas músicas. D2 tenta dar um toque sofisticado para o Bezerra da Silva, porém esquece que o Bezerra é conhecido justamente por ser essa pessoa simples com as letras e simples com as melodias. A intenção do Bezerra tinha quando era vivo é a mesma que o D2 tem hoje em dia: Passar a sua mensagem e ponto final.
A nota 5 é porque o homenageado é Bezerra da Silva e não é qualquer um que dá a cara a tapa para gravar um grande mestre do samba. Apesar do cd ser ruim, D2 homenageou do jeito que ele bem entendeu e do jeito que ele achava melhor, mostrando que é um cara que respeita suas raízes.





sexta-feira, 1 de março de 2013

Sintoniza Lá



Impossível falar de BNegão e não pensar em Planet Hemp, porém quem espera que vai escuta-lo e ouvir uma cópia ou algo parecido com Planet, está totalmente enganado.
Bnegão não é soul, dub, funk,  rap, samba e é rock também. Essa é a grande virtude de um músico com visão em um país tão necessitado de músicas e de músicos bons façam sucesso.

A poesia das letras construídas por Bernardo dos Santos e os arranjos musicais feito pelos Seletores de Freqüência é o que fez o álbum ''Sintoniza Lá'' ganhar o premio de melhor álbum do ano em 2012. Posso dizer, sem sombra de dúvida, que não escuto letras com tantas ideologias poéticas, misturado a um ''groove'' de deixar qualquer um empolgado fazia muito tempo.

A alma e o swing carioca está presente em todo o disco, mostrando o gingado e a confusão urbana - assim como BNegão já mostrava em algumas músicas do Planet Hemp. A enfase que BNegão dá durante todo o disco com suas letras é a de tentar se manter vivo no caos da sua cidade. Esse caos, que não está presente somente no Rio de Janeiro, mas em todos os lugares em que insistimos alimentar essa selva competitiva.

A principal mensagem que o BNegão tenta passar, está em uma das suas músicas, que diz: '' A diferença entre uma festa de bacana e uma festa bacana não é mero detalhe''.

O que falta nas músicas de hoje são ideologias. Quem ouvir esse CD ou for ao show(que eu garanto que é sensacional), vai ter oportunidade de ouvir boas músicas, com ótimas letras.

Obs: Não há uma música que se destaca especificamente. Todas as músicas são ótimas e empolgantes.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sherlock, a série



Se Sherlock Holmes já era um gênio em sua época, agora imagina trazer toda essa genialidade para o século XXI. Foi exatamente isso que que Steven Moffat e Mark Gatiss fizeram com esse grande personagem do Sir Arthur Conan Doyle.
É um remake emocionante e engraçado. o Sr. Holmes com toda sua perspicácia e sagacidade, que é mostrada de uma forma mais humorística do que nos livros, chega brincar com os "vilões" e inclusive com o FBI. Ele só não consegue brincar com duas pessoas: seu fiel escudeiro Dr. John Watson e com o incrível Jim Moriarty. O primeiro por não ter paciência com Holmes quando ele começa a se achar incrível, tentando rebaixar a inteligência de todas as pessoas. O segundo por ser uma cópia de Holmes, porém usa esse inteligência para o mal.
O que mais chama a atenção em Jim Moriarty, tanto nos livros como também na série de TV, é que ele não se preocupa em momento algum em roubar as jóias da coroa, roubar o banco de Londres ou se apoderar do sistema de segurança britânico (apesar de ele conseguir tudo isso de maneira muito simples), mas sua principal preocupação ou ocupação é brincar com a mente de Sherlock Holmes. Tentar mostrar ao detetive londrino que ele não é apenas uma cópia de Sherlock Holmes, mas que é mais inteligente e consegue destruí-lo usando somente essa inteligência.
Todos os episódios da série tem ligação direta com os livros do Sir Doyle, porém é adaptado para a atualidade. Até os nomes dos episódios são quase iguais aos dos livros.
A série tem 2 temporadas com 3 episódios de uma hora e meia. Então é rápido para assistir e nem da para ver o tempo passar.

Dica: O último episódio lançado é o melhor de todos. Mostra a disputa de inteligência entre Sherlock Holmes e Jim Moriarty.


Obs: Destaque para as atuações de Mark Gatiss (também produtor da série) e para Martin Freeman (o Bilbo, do filme O Hobbit) como Mycroft Holmes e John Watson, respectivamente.


IMPORTANTE: OS FILMES LANÇADOS SÃO MUITO RUINS EM COMPARAÇÃO A SÉRIE E, PRINCIPALMENTE, COMPARADA AOS LIVROS

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A maldição do cigano




“Emagrecido”
Essa palavra que você irá se lembrar na próxima vez que ver um cigano na sua frente ou uma pessoa tão magra que de repulsa ao olhar. Isso é claro se você estiver lendo ou já tenha lido “A maldição do cigano” de Stephen King.
É um livro que trabalha o sobrenatural e que faz o leitor lembrar-se daquelas velhas histórias sobre maldições que algumas pessoas são capazes de lançar e, talvez por isso, é que esse livro se torna tão interessante. Tudo o que é sobrenatural, que nos é desconhecido, mexe com o nosso subconsciente e nos faz ter sede de descobrir o que é aquilo.
Stephen King, neste livro, é tão genial ao ponto de mexer com o sobrenatural sem recorrer a alguma religião ou algo do tipo e, mesmo assim, fazer as pessoas acreditarem  que exista o bem e o mal e que um ser humano, como o velho cigano Taduz Lemke, é capaz de proporcionar isso.
Confesso que até o Capítulo 16, nomeado “A carta de Billy”, o livro tinha tudo para ser um dos grandes fracassos de Stephen King, porém é com grande maestria que o mestre das obras de suspense começa a mostrar porque ele é tão fantástico. Uma pessoa que era apenas secundária antes torna-se o principal responsável por essa reviravolta no livro. O nome dele é Richard Ginelle, um gangster perigoso e grande amigo de Billy, que faz o livro se tornar uma grande aventura, porém uma aventura sombria.
Ginelle aparece para tentar mostra que até o sobrenatural não é capaz de suportar a ação humana de um bom gangster que só acredita em duas coisas, como ele mesmo diz, que são armas e dinheiro.

Não falei nem 1% do que este livro representa e o prazer que é sentar e ler algo tão bom quanto livros de Stephen King.

Dica: Não vale a pena assistir a adaptação que fizeram para o cinema desse livro. É muito ruim, distorce a história e muda o final!