quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Com a lei, pela lei e dentro da lei. porque fora da lei não há salvação"

           Ontem, dia 06/04/2016, foi um dia de ouvir colocações políticas absurdas onde, ao meu ver, a mais absurda de todas foi de pedido de novas eleições gerais para outubro deste mesmo ano. Se essas colocações tivessem vindas de políticos considerados novos eu não ficaria tão pasmado, apesar de achar que para se estiver em um cargo político deve-se conhecer a constituição brasileira desde a capa até o fim, mas essas colocações vieram de pessoas e de renomes e com cargos importantes. Cito aqui duas pessoas: Renan Calheiros e Marina Silva.

          Oras, será que essas pessoas que fazem esse pedido absurdo não sabem que, a princípio, um pedido como esse pressuporia uma renúncia coletiva? Não só das pessoas que estão ocupando cargos no executivo, mas também no legislativo. Será que esses deputados e senadores não sabem que para ocorrer uma eleição geral eles teriam que renunciar aos seus próprios cargos?
Vamos pensar na cultura brasileira aonde se sabe (não é suposição!) que muito dos deputados, senadores, vereadores e prefeitos estão no seu cargo apenas pelos privilégios financeiros e de status. Estão em seus cargos pelos gozos a que lhe são ofertados e pela oportunidade de cada vez mais viver à custa dos cidadãos comuns, sem tem que trabalhar de verdade mesmo, no mais árduo sentido da palavra TRABALHO!

           E não adianta vir ao meu blog deferir defesas e comentários contra essa minha colocação. Para isso é simples: Tente tirar os privilégios parlamentares e financeiros e obrigue-os a conhecer as leis e as constituições para legislar em favor do povo. Quanto será que continuariam em seus cargos?
Se analisarmos isso, essas pessoas na veem que essa proposta é utópica e absurda? Ainda muitas dessas pessoas pedem ao Superior Tribunal Federal para que haja faça essa intervenção e convoque novas eleições.
 O STF não tem como implementar uma emenda para mudar algo que está em execução. Criar uma emenda é se mostrar contrário aos ditames constitucionais. E acho que o que nós menos queremos nesse instante é que alguém rasgue a nossa constituição como em outro momento da nossa história, correto?

          O que nos basta analisar, dentro da cultura política brasileira, qual será o interesse de cada um que defende essas novas eleições gerais e, principalmente, se esses interesses tem cunho particular/partidário ou de benefício social.